Onde haverá
mais oportunidades de trabalho e crescimento em /16? 2015 foi um difícil para o
mercado de trabalho brasileiro, e o ano atual não deverá ser diferente,
projetam especialistas em recrutamento.
Diante de um cenário econômico
estagnado, o lema “fazer mais com menos” continuará a dominar a estratégia de
gestão e o foco seguirá ajustado na busca por mais eficiência. Se os setores de
óleo e gás, construção civil, automotivo e de bens de capital continuam em
ritmo lento, por outro lado surgem oportunidades para concentração de negócios,
fusões e aquisições.
Vale lembrar
que, um ano depois de escândalos envolvendo grandes empresas e políticos
dominarem as manchetes, cargos ligados a controle de processos financeiros e
tributários serão prioritários na medida em que a boa governança corporativa e
transparência ganham mais destaque.
Por isso, muitas
funções ligadas a tributos e planejamento financeiro aparecem na lista,
elaborada com base nas apostas das 20 principais consultorias de recrutamento
no Brasil. Áreas ligadas a tecnologia, marketing digital, direito empresarial
também reúnem as melhores oportunidades no mundo corporativo para o próximo
ano.
Confira as 15 profissões
e carreiras mais promissoras para 2016, segundo os especialistas recrutadores.
Gestor de compliance/riscos/auditoria
O que faz: faz
o diagnóstico, mitiga riscos e garante a transparência dos processos da
empresa, de acordo com a lei e políticas corporativas vigentes.
Gerente de contencioso de volume
O que faz: gere
equipes e lidera operações que lidam com um alto volume de processos. Faz a
gestão da contingência processual, analisando e administrando os riscos de cada
carteira, traça estratégias para melhor rentabilidade.
Gestor de M&A
O que faz:
gerencia processos de fusões e aquisições de empresas.
Com formação em
finanças ou administração com especialização na área. As empresas buscam
profissionais com perfil assertivo e profundo conhecimento do mercado. De
acordo com Celia Spangher, da Maxim Consultores, dominar processos de due
dilligence, valuation e montagem de road shows também é essencial para este
profissional. Inglês fluente é obrigatório, enquanto espanhol é desejável.
Analistas/Gerentes de crédito e risco
O que faz: Analisa
a saúde financeira de uma empresa para tomar a decisão de conceder ou não
crédito direto para financiamento de investimento (no caso de profissionais de
bancos) ou para entender se a empresa é boa pagadora (no caso de fornecedores
de produtos em mercado B2B).
Por que está em
alta: para sair de uma situação desfavorável, empresas necessitam de crédito,
mas ninguém quer assumir riscos desnecessários. Daí a necessidade de pessoas
especializadas neste tipo de análise.
Profissional de planejamento tributário
O que faz: é
responsável pela execução do planejamento tributário, identificando
oportunidades e evitando riscos e gastos desnecessários.
Formação
jurídica com especialização ou pós-graduação em direito tributário. Ter MBA em
controladoria tem se tornado comum, uma vez que a área fiscal responde à área
financeira na maior parte das empresas. “Passagem por big four também é
interessante”, diz Rodrigo Miwa, da Hound Consultoria.
Gerente tributário
O que faz:
gerencia declarações a serem realizadas, além de otimizar o pagamento de
impostos. Também negocia com órgãos governamentais e orienta outras áreas da
empresa sobre assuntos fiscais. Com formação em ciências contábeis,
administração, economia e direito e inclusive, com pós-graduação é desejável,
deve investir em cursos de contabilidade e proficiência em inglês colocam o
profissional à frente da maior parte do mercado.
Gestor administrativo/financeiro
O que faz:
lidera de todo o departamento financeiro (tesouraria, controladoria,
planejamento financeiro e contabilidade) e administrativo (compras, TI, RH e
jurídico) de empresas de pequeno e médio portes, inclusive investidas de fundos
de private equity ou venture capital.
Gerente de tesouraria
Ele responde
pelas operações financeiras da companhia, isto é, pela gestão e pelo controle
da estrutura de capital da empresa. A consultoria Michael Page destaca que são
mais disputados os gerentes de tesouraria com foco em operações estruturadas.
Diretor financeiro
O que faz: é
responsável pela gestão de todo o departamento financeiro de uma empresa,
inclusive das áreas de tesouraria, controladoria, fiscal e M&A (fusões e
aquisições).
Deve ter
formação acadêmica em administração, ciências contábeis, economia ou
engenharia. Segundo Helena Magalhães, da consultoria People Oriented, são
valorizados MBA ou mestrado em instituições de renome, além de inglês fluente.
Na visão de Luiz Mariano, headhunter da FLOW Executive Finders, houve uma
mudança no perfil mais solicitado. Antes, empresas multinacionais exigiam o
perfil de controladoria, enquanto as nacionais preferiam quem dominasse
tesouraria. O atual cenário econômico exige uma combinação dos dois perfis.
Diretor de operação de empresa de
serviço
O que faz:
gerencia grandes equipes com foco em produtividade.
Analista/gestor de inteligência de
mercado (BI)
O que faz: é um
aliado dos setores comercial e de desenvolvimento, faz uma leitura de mercado e
ajuda no desenho de estratégias corporativas.
Gerente e diretor de desenvolvimento de
negócios
O que faz: faz
a prospecção de novos negócios, desenha a solução para o cliente e elabora os
orçamentos. Perfil: formação acadêmica em engenharia, administração ou
economia.
Head de gestão e performance
O que faz:
gerencia indicadores de performance, além de alinhar as metas de áreas
específicas às estratégias do negócio
Gerente/Coordenador de infraestrutura
O que faz: é
responsável pela gestão de toda a infraestrutura de TI da empresa, inclusive
das áreas de telecomunicações, suporte (service desk) e data center.
Com formação em
sistemas/ciência da informação, também são valorizados profissionais com
experiência com administração de banco de dados, servidores e ERPs, acrescenta
Marília Filippetti, consultora da Kelly Brasil.
Profissional de cobrança
O que faz:
trabalha na área financeira, assegurando o pagamento das contas a receber. Perfil:
a formação acadêmica importa menos do que o perfil comportamental.
Fonte: Exame.com / MSN.com.br
Fonte: Exame.com / MSN.com.br
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